Será que me tornei uma delas?
Ai, meu deus. Acho que ainda acredito – de uma forma diferente – mas acredito que a gente possa mudar as coisas.
Me orgulho de mim hoje, e de como pensava e acho que o eu do passado se orgulharia de mim hoje, se pudesse me conhecer.
A mediocridade é FODA! Preferiria tirar um monte de zeros nas provas do que uma sequência interminável de 8´s.. Alguns 9´s. Nada a mais, nada a menos.
Mudando de Assunto: será que é normal essa minha convicção de que o mundo não é tão horrível?
Parece que, depois de cada aula de Sistemas, eu deveria me sentir deprimida com as mazelas do mundo capitalista, me conformar com a merda toda e ficar na Universidade discutindo os problemas ao invés de tentar ser ativa no processo de mudança. Parece que a Universidade é um local onde ensinam as pessoas com potenciais para “melhorar o mundo” a serem passivas e a esperarem somente do governo e das autoridades planos que resolvam o problema da miséria Global. Enquanto as pessoas se fodem a gente fica discutindo teoria numa sala com ar condicionado e um professor hipócrita, passivo e fatalista. Parece que somos formados para alimentar a própria destruição da raça humana. Como se fôssemos incapazes de realizar algo que possa, efetivamente, melhorar as condições das pessoas e do ambiente no qual a gente vive. Nem que seja ao menos à nossa volta; é um começo. Se eu perder as esperanças de que eu posso contribuir para “melhorar o mundo”, de que vale viver?
Os fatalistas são pessoas preguiçosas, que não têm vontade de mudar nada. Ficam sentados, teorizando enquanto existem pessoas fazendo. Só abrem os olhos para as estatísticas e não olham a sua volta, procurando algo que possam fazer. Não acreditam em mudança. “Ficam sentados com a boca arreganhada, cheia de dentes, esperando a morte chegar…” E ainda acreditam ter razão!!!
Se metade dessas pessoas morressem o mundo já seria um lugar melhor.
Eu não quero um corpo inteiro
Nossa, queria eu poder resgatar a inocência e a sinceridade da minha alma que me permitia liberar com tanta fluidez meus sentimentos. É, acho que amadureci um bocado de lá para cá. Que pena…
EU NÃO QUERO UM CORPO INTEIRO
(por eu mesma)
Eu quero poucas palavras,
poucos olhares,
poucas demonstrações de amor.
Pois tudo o que é verdadeiro não demanda quantidade.
Eu quero a verdade centrada num sorriso,
numa frase,
num telefonema.
Numa carta,
num objeto,
numa flor.
Não, a verdade não demanda romantismo
mas tão somente simplicidade.
A verdade é uma vontade que jamais se acaba,
é um desejo do humano,
um impulso do coração.
Um amigo,
um namorado,
um pai ou uma mãe.
Um cachorro,
um girassol,
uma praia,
uma viagem.
Tudo o que toca lá dentro,
tão fundo que nem você pode exprimir.
São pedaços,
migalhas,
células,
partes de um todo.
E aquele que diz:
-Quero tudo!
Não deseja a verdade
mas sim alguma coisa que desperte a estabilidade,
deseja uma ilusão.
Não, Não, Não…
Eu preciso de mais que um corpo inteiro,
eu preciso de todos os corpos,
nem que sejam em partes,
esquartejados pela necessidade da distância,
separados pela saudade.
Eu não quero um corpo inteiro,
eu quero átomos de sinceridade.
O primeiro esporro a gente nunca esquece
Estava relendo meu velho velho blog e me deparei com o relato do meu primeiro esporro profissional: o mais criativo de todos, proferido pelo meu primeiro chefe, o querido jornalista Milton Coelho da Graça.
–
Chego em casa eis que dou de cara com o seguinte email do meu chefe.
Avisar que ele tem 72 anos é muito relevante, até mesmo para exlicar que ele está de fato ficando maluco já que eu fiz exatamente o que ele mandou e ele provavelmente se esqueceu do que me pediu para fazer…
Mas ele não deixa de ser hilário. Ainda bem que eu tenho muita paciência e gosto muito dele.
“Bem, passei estes dias todos sem te falar porque quis deixar passar meu emputecimento (que tal o neologismo?) Você gosta de esportes coletivos – futebol, american football, basquete, vôlei? Numa equipe cada um desempenha um papel e, quando o jogo começa, um volante no futebol ou um running back no football não pode resolver mudar de posição porque ACHA que pode render mais jogando de outro jeito. Ele tem todo o direito de achar o que quiser, mas deve dizer isso ANTES de entrar em campo. Morou na parábola? Eu tinha prazo para entregar a matéria, expliquei o que queria. Você talvez estivesse certa na alternativa que propôs,
mas não havia tempo para debate. Tratei eu mesmo de escrever do jeito que tinha imaginado.
Quero conversar sobre isso antes de prosseguir nossa relação profissional.
A propósito, você ainda está interessada ou está atulhada de tabalho? Vou também telefonar e aí poderemos até combinar uma torta diet meio a meio. Mas resolvi enviar antes meus pensamentos através do medium mais moderninho (para você não achar que estou muito ultrapassado).
Beijo, milton”
Neverland
Eu não quero crescer. Não mesmo. Esse é meu problema. E minha alegria!
Prazer em primeiro lugar. E culpa em segundo. É claro. Quando penso que sou uma mulher prestes a fazer 29 anos, num relacionamento de 8 anos, sem planos de casar ou ter filhos, bate aquela culpa. Quando penso que sou uma mulher de quase 30 anos que não possui um centavo na poupança ou investimentos, que não tem um plano consolidado para comprar a própria moradia, é claro que bate aquela culpa. O que passa pela minha cabeça é montar um apartamento só para mim, próximo ao meu trabalho, onde eu possa ter meu espaço e não precise mais encarar o longo trajeto diário entre Rio e Niterói, na casa dos meus pais. Sim, eu moro com eles e é ÓTIMO. Eu amo o cesto mágico, amo dividir meus pensamentos com eles, amo conviver com minha família, os almoços de fim de semana, de me sentir amada e segura sempre. Às vezes sinto falta de um pouco de solidão, mas nada grave. EU ADORO MORAR AQUI, adoro olhar a vista MA-RA-VI-LHO-SA da Baía de Guanabara que tenho do meu quarto, toda manhã, quando acordo.
É claro que tenho meus planos de futuro, mas eles envolvem mais estudos e viagens e, em consequência disso, mais diversão: um mestrado em comunicação, ou concluir a graduação em jornalismo ou cursar a pós em arquitetura da informação da PUC-Rio; envolvem também novos planos para as férias: Milford Track, na Nova Zelândia, Costa Amalfitana, no sul da Itália ou Nova Iorque. Envolvem também planejamento da minha super festa de comemoração dos meus 30 anos, em 2010.
Tenho meu trabalho, no qual sou bem feliz. Claro que essa satisfação é oscilante, assim como meu humor - às vezes estou motivada e eufórica com algum novo projeto, às vezes estou de saco cheio, querendo mandar tudo e todos às favas. Mas eu amo meu trabalho. Lá eu me divirto. Me envolvo emocionalmente com as tarefas. Sinto, porém, que me faltam oportunidades de crescimento, mas não por conta da empresa – mas porque sou como sou: um pouco instável. Ao mesmo tempo em que tenho certeza de que não há funcionária mais comprometida com o ponto de vista da companhia, essa mesma intensidade acaba me atrapalhando nos momentos em que preciso ser fria e profissional, apenas. Cumprir protocolos, ordens e rotinas que considero estúpidas não é comigo. Mas isso é um reflexo da minha imaturidade.
Minha imaturidade me incomoda. Na verdade, não é a imaturidade em si, mas a culpa por não sentir vontade de ser diferente do que sou que me deixa angustiada. Cada vez que faço um plano de diversão ou estudo me sinto culpada por não estar pensando em aproveitar a oportunidade de economias para comprar um apartamento. Ao mesmo tempo, tenho a impressão que se investisse meu tempo e minha energia em conquistar as coisas consideradas maduras, não seria tão feliz ou tão livre quanto sou quando VIVO meus momentos. Mas talvez ficasse feliz também. Não sei se quero comprometer minha vida com compromissos de longo prazo.
Já fui casada por 3 anos – tive minha casa, dividi esse espaço e as contas num AP muito charmoso na Urca, de onde também tinha uma bela vista do meu quarto e estava há 15 minutos do meu trabalho. Administrei essa situação SUPER bem, não entrei no LIS sequer uma vez, ainda conseguimos ir para a Califórnia de férias, tínhamos dois gatos, TV a cabo, internet, comíamos boa comida e… FOI UM SACO! Não me arrependo, mas também não considero esse um ideal de vida. Gostaria que fosse o meu ideal, mas não é. Talvez tivesse sido se eu não precisasse cuidar da casa eu mesma. Talvez uma empregada 3x por semana tivesse me deixado menos traumatizada. Mas, de qualquer forma, não dá para eu ter tudo isso SOZINHA. Minha renda ainda não comporta tudo que eu considero importante para ter uma vida BOA. E não estou disposta a baixar meu padrão de vida apenas para provar que posso ser madura. Eu posso ser. Mas não quero. Não ganhando o que ganho…
Quero morar SOZINHA, quando eu puder bancar SOZINHA um AP confortável, bem mobiliado, com todos os gadgets modernos que eu aprecio, com empregada 2X por semana, podendo sair com meus amigos e comer bem, comprar roupas com moderação e poder fazer uma BOA VIAGEM de férias a cada 2 anos e estudar, sempre.
Para isso preciso ganhar o dobro do que ganho hoje. Então, até lá, vou batalhar para viabilizar esse plano. Enquanto isso vou me divertindo e trabalhando para chegar lá. E me sentindo culpada por não estar lá ainda, em cada cerimônia de casamento em que compareço.
Oh, vida… MARAVILHOSA!
Vendo Asics Gel Kayano 15 nº37 – Feminino
Olá amigos. Coloquei o belíssimo par de tênis Asics Gel Kayano 15, nº37 (nunca utilizado) no Mercado Livre.
À vista, custa R$400,00. Lá no Mercado Livre eles fazem por até 12x de R$42,00.
Como é lançamento aqui, no Brasil ele está saindo nas LOJAS por no mínimo 500 reais. Então tá mesmo um bom negócio.
Repasse para os amigos. Eu preciso muito vende-lo, o mais rápido possível.
Isso aconteceu porque eu pedi ao Elton para trazer dos EUA mês passado um par de tênis novo para eu correr, só que ele comprou um número menor do que eu pedi.
Não tem condição de correr com um tênis apertado… logo, essa maravilha de pisante nunca foi – nem será – utilizado – a não ser que alguém compre.
Conto com a ajuda e divulgação de vocês – porque eu vou ter que pagá-lo mesmo assim no final do mês e ainda terei que comprar outro aqui no Brasil com o número certo.
Momento de projeção da vontade – energização marciana!
Marte na casa 1
Nestes próximos dias, que vão de 02/07 às 9h07 e 13/08 às 11h40, Mariana, o planeta Marte estará passando pelo seu signo ascendente, marcando o seu setor da identidade. Este é um momento muito especial, que só acontece de dois em dois anos. Uma vez que a primeira casa é a mais importante casa astrológica de um tema astral, consequentemente Marte será o mais importante planeta em sua vida por alguns dias. Ele lhe concede vitalidade alta e, por fim, você sentirá uma grande necessidade de vencer e de se tornar alguém de destaque em seu campo de atuação.
Neste período, é bastante provável que você venha a se sentir com muito mais energia, com uma disposição especial para batalhar pelos seus projetos pessoais. Lhe parecerá, Mariana, que as coisas estão mais fáceis de serem resolvidas, mas a verdade é que você está num momento em que sua disposição pessoal para lutas está amplificada.
As pessoas poderão sentir em você uma agressividade maior, mas esta qualidade agressiva não é, por si só, boa ou ruim. Tudo depende da forma como você a vive.
A palavra “Marte” vem do latim, e significa “crescer, tornar-se grande”. E esta é a idéia para este ciclo, Mariana: é o momento de lutar por seu lugar ao Sol, o momento de fazer valer sua vontade afirmativa, nem que para isso você precise brigar um pouco mais.
É recomendável que você busque direcionar esta qualidade agressiva de uma maneira objetiva, caso contrário você pode simplesmente usá-la de maneira inadequada, explodindo em raivas ou cometendo atos impulsivos, precipitados. Em geral, recomendo a pessoas que, como você, passam pelo momento de energização marciana, que procurem praticar alguma atividade física neste período, a fim de descarregar o excesso de energia. É um momento bom para o exercício do sexo, conveniente para aproveitar esta “disposição a mais”. Ainda que você não tenha uma parceria sexual, a qualidade energética de Marte é positiva para caso você queira “caçar” pessoas de fora do seu círculo social. Afinal de contas, a energia conquistadora de Marte na Casa 1 não se limita apenas a propósitos materiais. Ela pode ser utilizada para propósitos amorosos, também!
Neste ciclo, você perceberá que estará conquistando as coisas com maior facilidade. Mas fique atento, Mariana: este é um momento altamente individualista, e o preço a pagar é que isto pode perturbar um pouco as suas relações afetivas. Não é um momento em que você está com muita disposição para fazer concessões em nenhum de seus relacionamentos, e é possível que nesta fase algumas pessoas lhe acusem de egoísmo. No final das contas, Mariana, é tudo uma questão de proporção: se você souber aproveitar esta “energia a mais” de uma forma consciente e direcionada, canalizando sua agressividade para onde deve, com finalidades úteis e propósitos definidos, tende a ser um excelente período. A idéia deste ciclo de Marte é a da aceleração da vontade pessoal.
SÍNTESE DO MOMENTO:
Cores recomendadas para o período: vermelho e negro, as cores de Marte que estimularão mais ainda a sua vontade pessoal numa direção afirmativa.
Vida afetiva: este é um momento de muito individualismo, Mariana! Favorece muito o sexo e as novas conquistas, mas cuidado com uma tendência de ficar vendo demais o próprio lado nesta fase.
Vida profissional: excelente momento para lutar por objetivos bem definidos e alcançar resultados concretos para seus esforços.
Saúde: cuidado com febres e com uma pequena tendência a acidentes por conta de atos impulsivos e apressados.
Vida espiritual: este é um dos momentos mais “pé no chão” do seu ano, Mariana. Mas convém não perder o prumo da sua espiritualidade, lembre-se que é importante um tempo para meditar e refletir, caso contrário o mundo, com seus problemas e questões práticas, nos engole!
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Se você ainda não tem EGO ASTRAL, você PRECISA ter!
An eye for an eye will only make us all blind
Eu ando me afastando das notícias do dia-a-dia e até mesmo das mudanças importantes – como as novas regras de ortografia – por julgar que não há nada no noticiário que seja realmente útil. Tudo é tão factual, tão superficial, tão carente de interpretação e análise que saber ou não sobre esses fatos não altera meu nível de informação.
Informação não processada não vira conhecimento, logo, não serve para nada além de ocupar espaço e consumir recursos de energia para seu armazenamento – seja no cérebro, seja em computadores. Tenho escolhido consumir informações mais específicas dentro de segmentos mais interessantes e agregadores. Livros, periódicos especializados, cinema, blogs, twitters de gente e publicações interessantes, redes de relacionamento, alguns portais de notícias para acompanhar os headlines da hora e alguns bate-papos enriquecedores com amigos e colegas de trabalho. São essas minhas fontes de informação recentemente. Não adianta tentar saber de tudo ao mesmo tempo. É impossível, os meios e as mensagens são infinitos. Tenho aprendido mais processando minhas próprias informações adquiridas ao longo dos anos em alguns momentos de silêncio e contemplação do que tentando correr atrás das últimas novidades, loucamente, diariamente.
Aprendi que o que importa são as pessoas! Nada mais. Então todos os nossos esforços devem ser direcionados para priorizar a qualidade de nossa vida e de nossas relações nesta existência. Se fizermos isto, como indivíduos, seremos felizes e, se fizermos isto como corporações ou empresas que vendem bens e serviços, teremos lucro e vantagens competitivas.
Também aprendi que a teoria de Darwin da Seleção Natural é, na verdade, a grande coluna sustentadora de nosso modo de vida e através dessa teoria é possível compreender os problemas e começar a buscar as soluções para a melhoria de nossa existência – como indivíduos e como seres produtivos. Ela não se aplica só às ciências exatas e naturais – as ciências humanas e econômicas têm muito o que aprender com Darwin pois a nossa civilização e o desenvolvimento de cultura nada mais são do que uma adaptação de nossa espécie, que favorece nossa multiplicação. Tudo que criamos e desenvolvemos tem como objetivo melhorar nossa estada aqui e visa melhorar a qualidade de vida de nossos sucessores. Buscamos a imortalidade nas ciências, nas artes e até na invenção de Deus… como isso pode não ser Darwin, o tempo todo?
Só acredito que estamos fazendo isso de uma maneira um pouco equivocada. Nos grupos produtivos, estamos valorizando a hierarquia em vez da colaboração. Estamos ensinando a competição enquanto deveríamos estar valorizando a beleza da cooperação. A competição JÁ É inerente à nossa natureza e é a base da Seleção Natural. Não precisamos incentivá-la ou ensinar as pessoas a competirem. Precisamos ensinar as pessoas a enxergarem os benefícios das negociações e relações ganha-ganha, em todas as situações. Quando todos ganham, é mais simples fazer com que todas as partes se envolvam em execuções de projetos de sucesso. E, no fim, haverá aqueles que mais se destacam – os mais talentosos, mais ambiciosos ou mais criativos – que NATURALMENTE serão favorecidos no processo e levados aos postos de liderança sem conflitos abertos ou destrutivos.
A hierarquia IMPOSTA congela as mentes criativas e represa o fluxo natural da comunicação. As pessoas têm que acreditar que há uma liberdade de pensamento e ação, dentro de determinados limites de valores e que, dentro desse espaço, elas podem agir e se movimentar em qualquer direção. Tendo essa ‘liberdade’ controlada, as pessoas liberam o que há de melhor dentro de si e conquistam o direito de ir além dos limites, conforme forem trazendo mais e melhores benefícios para o grupo. Os benefícios de mentes livres da hierarquia para um determinado grupo é incalculável. Todo o grupo se desenvolve com esses valores e consegue libertar seu potencial criativo e seu engajamento com a causa/projeto/instituição do qual FAZ PARTE! O PODER virá da liberdade de criação e não dos POSTOS hierárquicos a serem conquistados. Será reconhecido e admirado aquele que trouxer mais resultados concretos com suas idéias e conseguir mobilizar o maior número de pessoas para execução desses planos e não aqueles que conquistam postos de comando com propostas retóricas, manobras políticas astutas, porém vazias e cheias de poderes flácidos.
Quando todos estão competindo para ter a melhor idéia ou performance, quem ganha com esses resultados são os grupos nos quais essas pessoas estão inseridas e, em conseqüência disso, toda a massa de agentes envolvidos (stakeholders). Quando EU quero melhorar minha própria condição, tendo em mente que preciso pensar na melhoria do OUTRO, EU me transformo num ponto de apoio do OUTRO e essa grande REDE de CONFIANÇA sustenta o desenvolvimento de uma instituição resistente e ciente de seus valores e objetivos comuns, sem estar ordenadas por estruturas de poder estáticas, mas sim flexíveis e fluidas – não seria como um prédio vertical, com fundações sólidas muito distantes do topo, mas como uma rede de pesca, com muitos nós e passível de inúmeras possibilidades de dobras e pontos de contato.
Esse é mais ou menos o modelo computacional de como a mente funciona (de Steven Pinker) aplicado à formação de grupos produtivos (OU pelo menos é a maneira como eu o estou entendendo/processando)… Também associei os princípios do livro de Eduardo Giannetti – Vícios Privados, Benefícios Públicos – para chegar nessa opinião e, também, nas leituras sobre processos de gestão (Gary Hammel) e de processos de desenvolvimento de software nas revistas HSM Management – sempre muito rica em reflexões sobre o mundo produtivo.
Enfim, eu realmente acredito que o mundo pode ser bom para todos os que vivem nele. E acredito que esse mesmo mundo pode ser melhor ainda para aqueles que enxergarem e executarem isso antes dos outros. A competição está aí. Ela só precisa ser menos destrutiva e mais colaborativa entre os seres humanos. Precisamos ENTENDER que ’ser bom’ não é APENAS um princípio Cristão que pode levar ao céu, mas que é um princípio Natural que leva nossa espécie para a imortalidade.
Ética Empresarial na Firjan em 31/03/2009

Laura Nash tem um livro chamado "Just Enough", exatamente sobre esses limites.
O seminário foi simplesmente fantástico! Basicamente um olhar sobre a crise internacional através da perspectiva da ética.
Foi sobre isso que a professora Laura Nash, ex-Professora da Harvard Business School, falou e, depois debateu junto com o professor do departamento de filosofia da Puc-Rio, Danilo Marcondes. Está no material da palestra o seu texto: Os Desafios da Ética no Brasil Contemporâneo.
A conclusão que eu tirei foi que a crise de hoje é de valores e que a culpa e de nossa ganância. Porém, a nossa ganância foi alimentada por um sistema que dizia que é possível que a gente tenha tudo que queremos. A ´política dos Bônus milionnários que sacrificou uma estratégia de longo prazo em nome das metas de curto prazo. Foi a bolha da internet que iniciou esse processo de que era possível geral riqueza sem PRODUZIR valor, um culto aos grandes gênios, às grandes ’sacadas’ milionárias.
Nesse mundo onde os limites se tornaram cada vez mais difíceis de se identificar, é bacana refletir sobre até onde estamos dispostos a chegar em nosso próprio benefício, sem nos importar no mal que podemos estar fazendo ao outro. Precisamos estabelecer os nossos objetivos – até onde quero chegar – e se dar por satisfeito. Não assumir mais do que se é capaz de cumprir.
Quero comprar. Sob esta ótica dá até para concluir que o aumento desses transtornos relacionados à ansiedade é por causa desse ritmo de ‘o céu é o limite’ no qual todos nós vivemos.
Vale repensar se os princípios do capitalismo baseados na competição realmente são verdadeiros. TODOS Iremos ganhar muito mais se alguns pouco deixarem de ganhar muito. Para ser ético é necessário pensar no outro. E competir é incoerente com pensar no outro. Portanto só consigo pensar em ética empresarial no capitalismo sem competição. O novo capitalismo deve ter suas bases na cooperação e a ‘competição’ deve ser apenas Darwinista – pela seleção natural. A sobrevivência deve ser dos MAIS ADEQUADOS e não dos MAIS FORTES. Há uma grande diferença conceitual aí, que pautou todo nosso comportamento econômico e social até agora – o mundo dos mais fortes. Acho que quem se adequar melhor aos nossos padrões necessários à uma vida sustentável será aquele que prosperará.
Nesse processo de domar a ganância, foi discutida também a questão da relação promíscua entre governo e setor privado – que, no Brasil, consiste ainda em nosso maior problema ético. Estava presente, como representante do Governo o Ministro Chefe da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage – que trouxe muitas questões interessantes ao debate.
Enfim, saí da palestra com uma esperança de que podemos mudar o modelo da lógica gananciosa na qual vivemos – mas isso só depende de nós.
Os demais palestrantes falaram sobre ética empresariam e deram algumas dicas pontuais para aplicar a teoria da ética no dia-a-dia nas empresas (mas pode ser aplicado à vida de cada indivíduo). Segue abaixo alguma delas:
- Assumir uma RESPONSABILIDADE PESSOAL por qualquer decisão tomada, em qualquer esfera.
- Ownership: tome uma decisão pela empresa somo se fosse uma decisão por você mesmo.
- Pensar nos Resultados: apesar dos aparentes benefícios do curto prazo, não rifar o longo prazo por causa deles. Não agir para ganhar dinheiro imediatamente ou para agradar pessoas.
- Ver toda a verdade: antes de tirar conclusões e agir, considerar os pontos de vista das outras áreas da empresa. Não há departamentos mais ou menos importantes numa empresa.
- Lembrar que o prestígio é sempre do CARGO, não da PESSOA que o ocupa.
- Transparência nas políticas e informações com funcionários e sociedade e cooperação entre os funcionários e demais steakholders.
- Ser cético: duvidar e refletir antes de agir.
- Ser e PARECER ético vivendo diariamente os valores da organização, premiando que o faz e punindo severamente quem os descumpre.
- Criar um comitê de Ética.
- Possuir um bom controle interno de Normas e Procedimentos, principalmente no que tange o relacionamento com o governos e instituições públicas.
- Para ajudá-lo a agir de maneira ética, imagine-se assumindo tal atitude na primeira página do Jornal. Seria confortável ou você sentiria vergonha?
- Antes de agir, perceba se você alguma se alguma das seguintes frases acompanha sua ação: “Todo mundo faz isso” ou “Ninguém pode/vai ficar sabendo” ou “Pessoalmente eu não faria isso, mas profissionalmente…”.
Ser ético é respeitar os padrões de uma determinada época (o ETHOS da Época), dentro ou fora das empresas. Nós estamos mudando nosso ETHOS e precisamos fazer com que nossas INDIVIDUAIS atitudes mudem junto. Ser ético começa nas pequenas atitudes e se estende ao todo. Só mudaremos o mundo começando por nós mesmos, não adianta esperar essa mudança das instituições. As instituições são feitas de pessoas e as PESSOAS precisam agir de forma ética.
Resumindo: não adianta inscrever sua empresa num prêmio de RSE se ela não for constituída intrinscecamente por pessoas que construam e vivam legitimamente valores Éticos.
Filmes que quero ver…
O Google Movie Search mostra as salas e horários locais atualizadíssimos e ainda classifica os filmes por reviews. Mará!
Vitus – ESSE VOU TER QUE PROCURAR NO DVD…
Alguma outra dica?
Quem quer ser milionário, Milk e Che já assisti.
Eu VOU! Jonas Sá + Lenine: Cinematheque Abril
Depois do sucesso de crítica obtiddo por seu primeiro disco, Anormal, Jonas Sá volta aos palcos do Rio para mostrar o repertório do CD e receber convidados no Cinemathèque. Em três quintas-feiras de abril, Jonas serea o residente na casa noturna mais charmosa de Botagofo Músicas como Anormal, Sayonara, Melhor Assim, estarão no sofisticado – e pop – repertório do artista carioca. “Fazia tempo que eu queria fazer uma temporada na qual eu pudesse levar convidados bacanas”, comenta Jonas. “E ainda teremos bandas admiráveis – e que eu adoro – na abertura”. “De Jorge Ben a George Benson, de James a Carlinhos Brown, muitos são os ecos que Anormal desfralda, em estilhaços de referências — Mutantes, Lulu Santos, Los Hermanos, Beck, Gil sem deixar de afirmar uma identidade própria na maneira de compor, no vigor do canto, na concepção inventiva dos arranjos”, escreveu Arnaldo Antunes, no texto de lançamento do disco de estréia de Jonas. Não perca!
Abertura da casa: 19h | A partir das 22h
R$ 20,00 e R$ 15,00 na lista amiga
De fonte segura:
Dia 9/4 – Participação de Caetano Veloso
Quinta, dia 16/04 – Participação de LENINE (EU VOU NESSE!!!!)